Após a celebração da palavra, os participantes foram convidados a um “silêncio prolongado” para o exame de consciência, “confiando na misericórdia do Pai” e acolhendo “das mãos da Igreja o perdão”.
Seguiu-se o rito da reconciliação, primeiro pela “confissão geral dos pecados” e depois pela “confissão e absolvição individual”, sendo o Papa Francisco o primeiro a se dirigir a um confessionário para o sacramento da reconciliação.
Hoje, antes da celebração que decorreu na Basílica Vaticana, o Papa recebeu em audiência os participantes num curso da Penitenciária Apostólica da Santa Sé e propôs “o confessionário como lugar de evangelização”.
Para Francisco, a confissão é uma “escola” que se prolonga por toda a vida e quem quiser desempenhar bem esta missão tem de ter presentes pelo menos três critérios: “a oração, o discernimento e o confessionário como lugar de evangelização”.
“O confessionário torna-se assim num lugar de formação”, referiu Francisco, que incentivou os participantes do curso da Penitenciária Apostólica a serem “bons confessores, imersos na relação com Cristo” e a nunca desperdiçarem uma “ocasião para evangelizar”.
JCP/PR
O reitor do Santuário de Fátima disse hoje à Agência ECCLESIA que a visita do Papa Francisco, nos dias 12 e 13 de maio, está a preparada na perspetiva de uma enchente que ultrapasse as fronteiras do recinto.
Segundo o padre Carlos Cabecinhas, “uma das grandes preocupações” é o facto de o recinto de oração ser limitado “como espaço físico”, prevendo-se que estejam “muitos mais peregrinos”, pelo que vão existir “ecrãs gigantes e instalação sonora” para transmitir as celebrações.
“Na chegada do Papa e quando for embora, as pessoas terão oportunidade de o ver de perto. Quando for divulgado o programa podemos perceber os itinerários que e onde é que os fiéis poderão saudá-lo de forma mais próxima”, acrescentou.
À Agência ECCLESIA, o padre Carlos Cabecinhas explicou que a equipa de coordenação da viagem vai “apostar numa boa estratégia de comunicação”, que tem sido “progressiva”, no sentido de convidar as pessoas a irem a Fátima, e a terem uma “experiência feliz” na Cova da Iria e com Francisco.
Após a participação na sessão de abertura do Workshop Internacional de Turismo Religioso, o coordenador-geral da visita do Papa disse que existem diversas iniciativas a nível de comunicação, para convidar à participação das pessoas na visita pontifícia, e que se vão também procurar criar “algumas propostas pastorais” para as comunidades cristãs.
“Sem dúvida, a vinda do Papa a Fátima é uma visita à Igreja portuguesa que se junta neste lugar tão especial para celebrar o Centenário das Aparições”, observou.
Para o padre Carlos Cabecinhas, preparar uma visita do Papa “é sempre um ótimo desafio”, que envolve muitas entidades.
“O grande planeamento está feito, estamos a concretizar e acreditamos que tudo estará preparado para recebermos festivamente o Papa”, desenvolveu.
A vinda do pontífice a Portugal pode trazer novidades no processo de canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, dois dos pastorinhos videntes, decisão que o reitor do Santuário de Fátima considera “expetável” que venha a ser tomada este ano.
“Sabemos que a única coisa que falta para concluir esse processo é o milagre reconhecido como tal, sabemos que há um processo de um milagre em curso”, referiu, aludindo à cura de uma criança, natural do Brasil.
No Workshop Internacional de Turismo Religioso, que decorre no Centro Pastoral Paulo VI e termina esta sexta-feira, falou-se importância do Estado português olhar para Fátima, garantindo apoios que ajudem a enriquecer a oferta aos visitantes e peregrinos.
O padre Carlos Cabecinhas explicou que o santuário espera sempre que o Estado “crie as condições” na cidade para os peregrinos, bem como a divulgação turística sobretudo a nível internacional.
“O santuário vive das ofertas dos peregrinos e não dependemos propriamente das ajudas diretas do Estado. A nossa expectativa é que ajude a cidade, criando as infraestruturas para que quem aqui vem possa sentir-se bem”, conclui o reitor.
No encontro dedicado ao turismo religioso, que se realiza desde 2012, passou também a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, e elementos da GNR e da Proteção Civil.
JCP/CB/OC
A Guarda Nacional Republicana vai iniciar em abril as comunicações relacionadas com medidas a aplicar no terreno em Fátima, durante a celebração do Centenário das Aparições e a visita do Papa Francisco, a 12 e 13 de maio.
Durante o 5.º Workshop Internacional de Turismo Religioso, que se concluiu hoje em Fátima, o capitão Carlos Canatário já adiantou algumas informações ao nível da segurança e da mobilidade, tendo em conta a magnitude do evento, “acima do habitual”.
Em declarações à Agência ECCLESIA, aquele responsável salientou que “tudo está a ser feito”, dentro do possível, para acolher as pessoas “independentemente do aumento da afluência que possa surgir”, e deixou algumas indicações.
“Preparem a sua viagem, escutem os conselhos das autoridades, seja de segurança seja de socorro, porque se todos pensarmos no conjunto será mais fácil para toda a gente”, sublinhou.
A GNR estima que, entre os dias 12 e 13 de maio, a visita do Papa Francisco seja acompanhada por, pelo menos, 500 mil pessoas.
Segundo o capitão Carlos Canatário, é previsível que “a movimentação e os acessos a Fátima comecem a ficar congestionados já no fim-de-semana anterior” às comemorações.
No entanto o “foco” da atuação da GNR será “essencialmente entre os dias 11 e 14 de maio”.
Nesta janela temporal, o objetivo será garantir “a segurança das pessoas no recinto do Santuário e zona adjacente”, a “segurança do Papa Francisco”, a “prevenção” de eventuais atos criminosos ou que coloquem em causa o evento; e a “fluidez rodoviária”.
No que toca aos “acessos à freguesia de Fátima”, o capitão Carlos Canatário destacou a importância das pessoas “utilizarem vias alternativas” para chegarem à região, e não apenas “as autoestradas”.
“Existem muitos acessos à cidade de Fátima, estradas nacionais que irão todas estar monitorizadas pela GNR” para ajudar as pessoas a chegarem ao seu destino, salientou.
Por outro lado, e “num trabalho em parceria com a Câmara Municipal de Ourém, existirão bolsas de estacionamento devidamente marcadas, sinalizadas, em torno de toda a cidade de Fátima”.
A GNR prevê que “os parques habitualmente utilizados nas peregrinações fiquem esgotados muito tempo antes”.
A ideia é que as pessoas deixem as suas viaturas nessas “bolsas de estacionamento” e depois utilizem um “sistema de transfers” que será colocado à disposição para chegarem mais facilmente à Cova da Iria.
Quanto ao acesso ao Santuário propriamente dito, o controlo da entrada de viaturas deverá começar “dia 11 de maio à tarde” e “a partir do início da manhã do dia 12, a circulação ou entrada na Cova da Iria será interdita, com exceção a viaturas devidamente credenciadas”, alertou o capitão Carlos Canatário.
Esta situação manter-se-á “até ao fim da tarde de dia 13 de maio”, sendo “previsível que a partir do meio da noite” desse dia, a circulação rodoviária retome o seu curso “normal”.
JCP

No passado dia 8 de Março, celebrámos a solenidade do nosso padroeiro São João de Deus. Nesse âmbito, foram desenvolvidas diversas iniciativas tais como, o almoço de empregados, uma apresentação da vida e história de São João de Deus às crianças da Escolinha da Igreja, construção e venda de marcadores para a angariação de fundos, entre outra iniciativas, terminando com a celebração Eucarística em honra do Padroeiro, na qual participaram inúmeros paroquianos, seguida de um porto de Honra.
Nesse dia, o Prior de São João de Deus, em retiro Anual do Clero em Fátima, deixou-nos uma mensagem de solidariedade para com estas celebrações, estando unido em oração.