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«Que Deus os abençoe e Nossa Senhora de Fátima os guarde», escreve Francisco, que estará na Cova da Iria nos dias 12 e 13 de maio

O Papa Francisco enviou ao presidente da República Portuguesa e ao povo português uma ‘carta de agradecimento’, na sequência da felicitação endereçada por Marcelo Rebelo de Sousa a Francisco, por ocasião do seu 80.º aniversário.

Na mensagem, publicada pela página online da Presidência Portuguesa, o Papa argentino “agradece de coração” os “votos” de parabéns, feitos quer “em nome pessoal” quer da “dileta nação” portuguesa.

“No desejo de corresponder à sua amabilidade, retribuo as cordiais saudações e invoco a proteção do Altíssimo sobre todo o Povo Português e quantos o servem e honram na realização dos nobres destinos que lhe cabem na História, propiciando a pacífica convivência dos povos e uma acrescida prosperidade nacional”, escreve Francisco.

Desde que foi nomeado presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa esteve com o Papa por uma vez, no Vaticano, a 17 de março de 2016.

Em maio, haverá ocasião para um segundo encontro, já que Francisco visita Portugal e o Santuário de Fátima, para celebrar com as comunidades católicas do país o Centenário das Aparições de Nossa Senhora, na Cova da Iria.

A confirmação da visita chegou a 15 de dezembro de 2016, precisamente dois dias antes do Papa argentino cumprir 80 anos de vida.

“Sua Santidade o Papa Francisco virá em peregrinação ao Santuário de Fátima nos dias 12 e 13 de maio de 2017”, anunciava então uma nota oficial da Presidência.

A vinda do Papa a Portugal também tem a marca de Marcelo Rebelo de Sousa, que na referida deslocação a Roma reforçou junto de Francisco um convite que tinha sido feito pelos bispos portugueses.

O presidente da República já referiu estar “muito contente” com esta visita, enquanto o Papa sublinhou que virá a Fátima como “peregrino entre os peregrinos”.

“A ideia é concentrar a visita e a permanência num objetivo espiritual, não propriamente político, não propriamente de soberania”, frisou Marcelo Rebelo de Sousa.

A chegada do Papa Francisco a Portugal está prevista para dia 12 de maio, sendo que o primeiro contacto com solo português será na base aérea de Monte Real (a cerca de 40 minutos da Cova da Iria, em automóvel).

Na mensagem agora enviada a Marcelo Rebelo de Sousa, Francisco realça a grande ligação dos portugueses a Fátima, fazendo votos para que “Deus os abençoe e Nossa Senhora de Fátima os guarde”.

Francisco será o quarto Papa a visitar Portugal, depois de Paulo VI (13 de maio de 1967), João Paulo II (12-15 de maio de 1982; 10-13 de maio de 1991; 12-13 de maio de 2000) e Bento XVI (11-14 de maio de 2010).

São João Paulo II cumpriu ainda uma escala técnica no Aeroporto de Lisboa (2 de março de 1983), a caminho da América Central.

JCP

QUARESMA:

São do Papa Francisco, retiradas da Alegria do Evangelho n. 272, estas palavras que aqui ficam como um desafio para a vivência da Quaresma:

«Cada vez que nos encontramos com um ser humano no amor, ficamos capazes de descobrir algo de novo sobre Deus.

Cada vez que os nossos olhos se abrem para reconhecer o outro, ilumina-se mais a nossa fé para reconhecer a Deus.

Em consequência disto, se queremos crescer na vida espiritual, não podemos renunciar a ser missionários. A tarefa da evangelização enriquece a mente e o coração, abre-nos horizontes espirituais, torna-nos mais sensíveis para reconhecer a acção do Espírito Santo, faz-nos sair dos nossos esquemas espirituais limitados.»

Com votos de uma boa Quaresma e a benção do Prior, P. Carlos Paes

Paulo VI, em 1967, e João Paulo II, em 1991, chegaram à Cova da Iria vindos da base militar

 

O Papa Francisco será o terceiro pontífice católico a usar a base de Monte Real, a cerca de 40 quilómetros de Fátima, para uma peregrinação ao Santuário da Cova da Iria, por ocasião das celebrações do 13 de maio.

Paulo VI, primeiro Papa a visitar Portugal, chegou à Base Aérea de Monte Real, Concelho de Leiria, a 13 de maio de 1967, seguindo de imediato para Fátima, numa viagem que não incluiu qualquer passagem por Lisboa.

João Paulo II também utilizaria a base de Monte Real, aquando da sua segunda visita a Portugal, a 12 de maio de 1991, chegado do Funchal, para rumar a Fátima.

Quando o Papa polaco chegou a Monte Real, num avião da TAP, o coronel piloto-aviador Vítor Silva disse-lhe: “Paulo VI rezou na capela da base, teríamos muito gosto que Sua Santidade fosse à nossa capela rezar”.

Esta paragem não estava no programa da visita do Papa João Paulo II a Portugal (10 a 13 de maio de 1991), que incluiu uma ida aos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

Tudo começou com um pedido do comandante da base a D. Januário Torgal Ferreira, na altura bispo vigário-geral castrense e capelão-mor das Forças Armadas.

O agora bispo emérito das Forças Armadas e Segurança confirmou à Agência ECCLESIA que depois desse pedido se dirigiu a D. António Ribeiro, cardeal-patriarca de Lisboa, a quem contou da solicitação feita pelo comandante.

“O cardeal Ribeiro disse-me para falar com o núncio [apostólico] e assim fiz”, referiu D. Januário Torgal Ferreira.

O relato dessa visita-relâmpago à capela da base aérea de Monte Real foi feito pelo jornal ‘O Centurião’, do Ordinariato Castrense de Portugal (nº 14/91 maio- junho; página 7); o cronista, padre Adelino F. Guarda, descreve o momento que “ficou positivamente marcado na história da Unidade e, particularmente, no coração e na mente” dos elementos da base que servem a Força Aérea Portuguesa.

Quando desceu do avião, João Paulo II “parecia um pouco fatigado”, mas depois do convite feito pelo comandante Vítor Silva, o Papa iniciou o percurso com “uma passada larga e vigorosa que impressionou quem o acompanhava”, descreve o padre Adelino Guarda.

Chegado à capela, o comandante mostrou-lhe o genuflexório onde rezou o Papa Paulo VI; por momentos, João Paulo II recolheu-se em oração.

Depois assinou o livro de honra da Unidade e concedeu a sua bênção apostólica aos militares e civis da base e de todos os que servem nas Forças Armadas Portuguesas.

João Paulo II benzeu também cerca de duas mil cruzes em madeira, com as inscrições ‘João Paulo II - /BA5/ -12/05/91’.

Após a saída da capela, o Papa polaco dirigiu-se para o helicóptero que o levou até Fátima.

O padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima e coordenador-geral da visita de Francisco a Fátima, indicou em conferência de imprensa que o Papa irá “diretamente” para a Cova da Iria.

A escolha do aeroporto de Monte Real, acrescentou o sacerdote, tem a ver com "o foco desta visita", dado que o Papa Francisco se apresenta "como peregrino que vem para rezar com os portugueses em Fátima".

LFS/OC

Para vermos donde Deus nos vê

«E teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa… Apenas o teu Pai, que está presente em segredo…»

Uma Quaresma, irmãos, uma Quaresma para convertermos o olhar. Como é necessário, como é urgente. Nada menos do que isto, de facto.

Ouvimo-lo a Jesus, falando da verdadeira esmola, da verdadeira oração e do verdadeiro jejum.

Da verdade de tudo, que só acontece sob o olhar de Deus, apenas o olhar de Deus. De Deus que vê o oculto, de Deus que está no segredo. Aí mesmo, onde residem as intenções e o essencial das vidas, nossas e alheias. Na nascente e na foz, no princípio e na finalidade do que se faz ou não se faz, bem como no porquê das coisas. O verdadeiro porquê.

Jesus ofereceu-se em cada cuidado prestado, inteiramente e porque sim. Não precisava de mais e nunca buscou plateia nem aplauso, bem pelo contrário. Porque as necessidades dos outros eram imediatamente as suas; como do próprio Deus, que nos cria a todos e nos reclama em cada um. O segredo de Jesus foi estar sempre com o Pai. Sendo um só com Ele, foi constantemente para todos.

Quando Jesus rezou – e Jesus rezava sempre, pois que nada fazia fora de Deus – era ao Pai que se dirigia, dia e noite, em espírito e verdade. Qualquer ostentação, “religiosa” que fosse, estaria a mais.

Quando jejuou – mesmo Ele, que também comia e bebia – era por lhe bastar como alimento o cumprimento da vontade do Pai, plena saciedade da alma.

Agora nós, que nos queremos seus discípulos e celebramos as Cinzas das nossas vaidades… Começando a Quaresma, propomo-nos ser também assim, muito mais assim, ou seja, vendo as coisas como Ele próprio as via e, pelo seu Espírito, nos ensina a vê-las. Porque ser cristão é substancialmente um outro modo de ver e o nosso batismo é propriamente uma iluminação. Não há nenhuma cura de cegueira nos Evangelhos que se resuma à incapacidade física. Nunca se trata de oftalmologia apenas, mas de soteriologia sempre.

Reduzimos liturgicamente a ornamentação. Como o devemos fazer no consumo de bens, para maior atenção e correspondência às necessidades dos outros. Mas, com tudo isto, vejamos como Jesus via e sintamos como Jesus sentia – o coração de Deus no coração do mundo.

Na sua Mensagem Quaresmal o Papa Francisco lembra a parábola do rico egoísta e gozador e do pobre Lázaro, a morrer de miséria. A Lázaro só Deus é que o via, recebendo-o logo no “seio de Abraão”, nome antigo do Paraíso que oferece. Não o via o rico, nem podia ver, com o olhar derramado sobre tantas púrpuras e linhos, mais iguarias sem fim. Por isso também não viu a Deus nem lhe reteve a Palavra, que requer silêncio para escutar e guardar. Guardar no oculto, saber no segredo e sóbrios do mais. Com o espírito inteiramente livre para Deus e o coração disponível para os outros.

Convertamos o olhar interior do desejo, purifiquemo-lo de mil concupiscências que nos aprisionam o espírito. Uma Quaresma pode não ser demais, quando a vida inteira corre o risco de ser de menos. Tragicamente de menos, para nós que nos adiamos e para os outros que nos esperam, se não coincidirmos com o olhar de Deus, que vê o que está oculto e debaixo de tanta aparência e distração. De Deus que aí mesmo nos espera, no reino da misericórdia e da justiça – e, só assim, da paz.Sem culpar ninguém para nos desculparmos a nós, olhemos um pouco em redor, pelas notícias que se propalam, as novidades que se anseiam, os comentários que se fazem e as culpas e desculpas que se distribuem à vez. Olhemos realmente para tudo isto e façamo-lo agora com “olhos de ver”. Tanto juízo apressado sobre o grande ou pequeno mundo, tanta distração do essencial e tão fraco critério habitualmente… Na precipitação com que vamos, na excitação que nos induzem, ficamos tão pela rama, vogamos tão longe do olhar de Deus. Do olhar de Deus sobre nós e os outros.

Dos olhos compassivos de Jesus, mesmo quando advertia, sempre para salvar. Como olhou para Natanael, ainda que este desprezasse quem quer que viesse de Nazaré. Como olhou para Levi, mesmo que este cobrasse para estrangeiros. Como olhou para Zaqueu, que também não gozava de grande consideração em Jericó. Como olhou para aquela mulher apanhada em adultério… Como olha agora para cada um de nós, que havemos de pôr a mão na consciência e aí mesmo encontrar o olhar de Deus, que vê o que está oculto. O olhar de Deus, tão íntimo, tão essencial, tão recriador. Como o daquele pai que rejubilou com o regresso do filho pródigo e o viu quando este ainda vinha longe.

Deixemos então que o Espirito divino, esse mesmo que Jesus compartilha com o Pai, nos purifique inteiramente, para coincidirmos mais no nosso íntimo e segredo com a própria intimidade divina, outro nome da misericórdia plena. Ser cristão é ser ungido pelo Espírito de Cristo. Sejamo-lo, pois, e tão feitos como ditos. Que esta Quaresma chegue para tal, num mundo tão cansado de esperar, mesmo quando ilude a esperança. Não a retardemos nós.

Em cada Quaresma fazemos uma renúncia diocesana em favor de necessidades mais prementes. Em 2016 juntámos cerca de duzentos e cinquenta mil euros para responder a várias urgências sócio-caritativas. Este ano a renúncia destina-se a obras no Seminário dos Olivais, onde se formam os futuros padres para o Patriarcado de Lisboa e para outras dioceses de Portugal, África e Índia, alguns gratuitamente. A manutenção e os custos deste inestimável serviço eclesial são consideráveis, ainda que feitos com muita contenção.

Precisamos agora de restaurar a parte do edifício que tem servido para a Conferência Episcopal Portuguesa, que sairá no próximo Verão. Assim poderemos cumprir a indicação da Congregação para o Clero que prevê um “tempo propedêutico”, sempre que possível em casa própria, como será o Seminário de Caparide, e um Seminário Maior onde se façam depois os estudos filosóficos, teológicos e pastorais.

Sei que posso contar com a sensibilidade e o carinho dos diocesanos de Lisboa para com os nossos Seminários. Também aí se aprende a ver o mundo com um olhar profundamente cristão e pastoral, sendo este o critério maior para certificar a vocação dos futuros padres. Mas só com a ajuda de muitos se poderá levar por diante tão grande tarefa, que aliás beneficia, além de Lisboa, tantas outras dioceses.

Confiemos em Deus que conhece por dentro a generosidade dos corações e sempre recompensa “a cem por um”!

Sé Patriarcal, 1 de março de 2017

+ Manuel, Cardeal-Patriarca


"Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é Amor." 1 João 4;8